31 outubro 2010

Inexorabilidade

Ano passado eu perdi meu pai depois de três anos em coma por causa de um acidente besta. Há algumas semanas perdi meu tio e padrinho, que além disso tudo era melhor amigo do meu pai.
A morte dele foi um susto. Ele começou a emagrecer e um mês depois tinha morrido de um câncer de pâncreas tão fulminante que ele nem chegou a saber o que tinha.
Ele tinha 54 anos. Jovem. Feliz. Animado.
O mais sofrido nisso tudo foi saber que ele estava com medo. Ele sabia que estava doente, não sabia o que era e estava com muito medo.
Quando somos crianças, a morte é uma coisa tão distante... você pode até perder alguém importante mas você se recupera rápido porque a morte não é parte da sua realidade ou do que você imagina que pode acontecer com você.
Mas quando estamos mais velhos, essas perdas invariavelmente nos obriga a encara nossa própria mortalidade. Podia ser eu ou você. Podia ter acabado para mim ou para você. E nós teríamos ido sozinhos porque nessa hora não adianta ter alguém ao seu lado. É a SUA hora.
E isso é extremamente aterrador.
Eu estou diferente depois disso, nem teria como ser de outra maneira. Ainda demoro a dormir pensando no medo que tenho da morte, ainda penso em como deveria não deixar as coisas para amanhã.
Perguntei ao meu namorado se ele não tem medo e como faz para conviver com essa idéia. Ele me disse que simplesmente não pensa nisso.
Eu ainda não consegui deixar de pensar e também não consegui me convencer de que este é o melhor caminho.

30 outubro 2010

Taking chances

E se tudo o que nos segura na verdade é só medo de mudar?
Porque parece que estamos presos sempre um passo atrás.
Com medo.
Por medo perdemos situações, encontros, sorrisos, pessoas.
Por medo de arriscar e de perder, nós perdemos.
As vezes, só o que falta é a coragem de ousar.

Impotência

É difícil saber que certas decisões fogem ao nosso controle.
A sensação de impotência talvez seja a mais difícil de se lidar.
Eu sei que, na verdade, nós sempre temos a escolha.
Em última instância, seria escolher que não é possível conviver com tal impotência.
E, apesar de ser difícil, estou escolhendo deixar a decisão na mão de outra pessoa.
Não tenho mais nada a dizer.
Não tenho mais nada a escolher.
Não tenho mais nada a esperar.
Não tenho mais nada.
Nada.

Inalcançáveis

Tem uns sonhos que a gente tem que dóem.
Dóem por sabê-los tão desejados, mas ao mesmo tempo tão fora do alcance.
E as vezes parece que ninguém seria capaz de entender.
E, afinal, como poderiam?
Meu peito sangra e chora em segredo,
mas ninguém tem como compreender.

23 outubro 2010

Segredos bestas

Mulher é bicho besta, que se importa com coisas bestas.
Aliás, minto. Mulher se importa com coisas que os homens não entendem o porquê; e acham bestas.
Ah, se eles soubessem como funciona cabeça de mulher...
Se eles conseguissem entender que tem certas coisas bestas que fazem com que uma mulher se sinta tão feliz...
Ah, se eles soubessem...

21 outubro 2010

Comofas?

Você vai desesperada ao banheiro da lanchonete para fazer cocô número dois. Depois do alívio, a tensão: não tem papel e a única coisa remotamente semelhante que você tem na sua bolsa é... lenço demaquilante.

20 outubro 2010

Londres - e a imigração? é foda ou não é?

Confesso que depois de ler alguns relatos na internet, eu fui toda trabalhada no cagaço. Mas o pessoal exagera, gente.
Vou contar para vocês como foi, inclusive esclarecendo alguns pontos que eu tinha dúvida antes de ir.
Primeiro: se você faz conexão em outro país, você poderá ou não ter que passar na Imigração deles. Explico. Quando eu fui, desci em Madri no terminal 4, mas o meu voo para Londres saía do terminal 1. Como tive que desembarcar e embarcar novamente, tive que passar pela imigração deles. E eles não querem nem saber se você tem conexão, se o seu próximo voo sai de um terminal que fica a 30 min dali (aquela porra de aeroporto é tão grande que tem até metrô dentro!)...tem fila. Recomendo por isso, se possível pague mais mas vá de voo direto. Na volta, descemos novamente em Madri no terminal 1 e o voo era no 4, porém o avião teve um desembarque remoto (aquele com ônibus) e aí o ônibus deixou a gente direto no nosso terminal, com isso não precisamos passar na imigração deles.
Ainda no avião, já vão te dar um papel da imigração para preencher e descendo em Londres (Heathrow), os policiais já vem com uns cachorros para cheirar você e sua bagagem. Mantenha a bagagem na mão para que o cachorro consiga alcançá-la.
Saindo dali, tem um saguão enorme com duas filas que fazem imensos caracóis. O caracol maior é da galera que está indo como estudante. O caracol um pouco menor é o dos turistas. E a galera com passaporte da União Européia, obviamente não pega nenhuma delas e passa por trás direto.
Esperamos bem uma meia hora, mas na nossa vez o agente perguntou de onde éramos e o que fazíamos. Quando falei que era médica, ele perguntou minha especialidade. Aí, rindo e brincando, ele perguntou se pretendíamos só passear e voltar para casa. Falamos que sim e ele carimbou. SÓ.
Não teve nada de pedir para ver carta do trabalho, dinheiro, passagem de volta ou lugar para ficar. NADA.
Claro que se ele quisesse, eu tinha levado a porra toda. Mas foi muito tranquilo. E eu digo isso aqui porque acho que, como eu, deve ter uma meia dúzia de neuróticos cavucando a internet atrás de relatos de pessoas que passaram pela imigração de lá, com medo de ficarem barrados. E geralmente quem escreve é o cara que a imigração encrencou, então estou fazendo a minha parte para tranquilizar você, amigo neurótico. Beijomedáumvisto.

19 outubro 2010

Londres - E a internet como fica?

Minha maior preocupação quando resolvemos viajar para Londres foi: e a internet? Como fica?
Nossos pontos de interesse já estavam meio que resolvidos, mas a internet seria fundamental para que conseguíssemos usar o Google Maps e nos orientarmos, além de poder usar os aplicativos que tínhamos baixado para o Android e que calculavam como usar o metrô e o ônibus de um ponto a outro da cidade.
Seguindo uma dica que vimos em um blog (infelizmente não me lembro qual), a primeira coisa que fizemos foi comprar um chip pré pago da operadora 3 (esse é mesmo o nome da operadora).
Depois que compramos o chip (custou 7 libras), colocamos 10 libras de crédito.
Feito isso, é só entrar no site da operadora e pedir para que seja feito um "ad-on" que vai te dar direito a 500 MB de internet, 100 min de conversação e 1000 torpedos por 5 libras dessas que você já carregou no seu celular.
Foi coisa pra caramba. Eu e o namorado falávamos um com o outro, trocávamos mensagens e usávamos a internet (inclusive no note) e mesmo assim durou até o fim da viagem.
Isso facilitou tremendamente nossas andanças pela cidade, já que sabíamos exatamente aonde ir e como chegar e ainda podíamos pesquisar mais sobre os lugares que pretendíamos visitar e mandar emails e sms pra tranquilizar a família.
Recomendo a todos.

17 outubro 2010

10 observações aleatórias sobre Londres

1. As ruas são muito limpas, mas quase não se vê lixeiras. Você tem que andar com a sua garrafinha na mão por vários Km até achar alguma.
2. Você pode estar no meio de uma multidão, que ainda assim se alguém esbarrar em você dirá "Sorry" na mesma hora. Não tem essa de sair empurrando para tentar entrar primeiro no metrô, por exemplo.
3. Canudinho não é uma coisa como aqui no Brasil, que até na birosca do seu Zé na esquina você acha. Eu diria que de dez lugares que fui, dois tinham canudinho.
4. O tamanho das moedas não segue uma padrão em que as de maior valor são maiores e tal. A de 1 pound é menor que a de 50 centavos e por aí vai.
5. Museus sabem ganhar dinheiro. Muitos deles tem entrada de graça, porém TODOS tem uma lojinha que vende itens legais que tem a ver com o tema do museu. Até Greenwich tem uma lojinha que vende...relógios, mapas, lunetas!
6. Nas ruas e no metrô você escuta todo tipo de idioma que imaginar: é italiano, francês, alemão, chinês, português, hindi...
7. A maioria das pessoas que trabalha com serviços é indiano ou chinês.
8. Tem comidas de todos os países em qualquer lugar.
9. Os black cabs realmente são muito caros.
10. Apesar do que as pessoas tinham me falado, não achei a cidade cara. Achei até muitas coisas mais baratas que no Brasil. Outras são o mesmo preço. Pouquíssimas são mais caras. E isso, mesmo convertendo (eu considerava 1 libra como 3 reais para ficar mais fácil).

16 outubro 2010

Digam ao povo que voltei

Eu tive quinze dias de férias e pela primeira vez saí do país. Porque eu nunca tinha ido nem no Paraguai, sabem?
Eu sempre jurava para mim que um dia eu ia conhecer aquelas coisas que eu lia nos livros de História e daí que num dia chuvoso do ano passado falei para meu namorado: nós vamos entrar AGORA naquela agência e comprar passagem e hotel para ano que vem.
Ele me olhou surpreso, mas concordou. E foi assim que mesmo sem nunca ter ido a Buenos Aires, nós embarcamos para quinze dias direto em Londres.
O que eu tenho a dizer? MUITA COISA.
Prometo contar em uma série de posts durante os próximos dias.

10 setembro 2010

Imagem não é nada, sede é tudo

Sempre soube que não devia ir ao supermercado quando estivesse com fome. Mas ninguém nunca mencionou para não ir com sede.
Trinta e três graus no termômetro e lá fui eu para o Walmart para comprar algodão e listerine.
Saldo:
- Um pacote de algodão e um frasco de listerine,
- Duas latas de chá gelado,
- Seis litros de coca zero,
- Vinte e sete envelopes de clight.

Vou ali me afogar e já volto.

09 setembro 2010

Bulletproof

então, né... fingimos que Deus existe, que o mundo não é triste e que a gente aguenta qualquer tranco.
Fingimos que fruta é sobremesa, que trabalhar é legal, que não nos incomodamos com os mendigos dormindo nas calçadas e que somos adultos responsáveis.
Mentimos que está sendo um bom dia/noite, que a família vai bem e que a gente é civilizado e não se importa quando todas as vagas disponíveis no mercado são preferenciais.
Mas o travesseiro sabe a verdade.
Só ele.
Eu não sou à prova de mágoas.

03 setembro 2010

Paulista por opção

Não contei aqui ainda, mas quem me segue no twitter já sabe, que agora eu sou uma moradora do estado de São Paulo!
Eu costumo ser achincalhada pelos amigos cariocas quando eu falo isso, mas sempre fui apaixonada por São Paulo. Eu sei que o Rio tem praias lindas, gente, eu nasci lá. Mas desde os meus 6 anos de idade quando vim a Sampa pela primeira vez, meu coraçãozinho sentiu um tremor estranho e não foi mais o mesmo.

Estou oficialmente na idade do condor

Meu braço DESENCAIXOU enquanto eu dormia e eu acordei com uma dor lancinante. Dei um puxão e ele voltou para o lugar.
Gostaria de reiterar aqui que devido a essas alterações físicas bizarras que andam acontecenco comigo (incluindo o Sjogren, o Hashimoto e o esporão) ando com um medo fodido de chegar aos 40.

25 agosto 2010

Sabe aquele meme de 9 coisas que as pessoas nem imaginam sobre você? Então...

Porra, bem difícil. Vocês sabem tudo que importa, mas vou queimar uns neurônios aqui pensando.

1. Eu dei meu primeiro beijo aos 16 anos em um amigo que nem tinha muito interesse em me beijar. Eu estava morrendo de vontade de saber como era e, imbuída por tudo que já tinha lido nas setecentas Sabrinas da minha estante, eu falei que queria beijá-lo e contei uma história tosca que nem me lembro mais. Beijei e fui embora `as pressas logo depois. Não sei se coincidência ou não, alguns anos depois soube que esse meu amigo nunca mais ficou com mulheres e encontra-se em uma relação estável e homossexual. Eu sigo repetindo para mim mesma que foi coincidência porque ninguém merece arrasar a auto-estima desse jeito e também porque ninguém nunca reclamou, aliás modestia `a parte ouvi vários elogios no decorrer da vida, tá bom?

2. Eu não sei mais escrever depois da reforma ortográfica. Se tinha uma coisa de que muito me orgulhava era meu conhecimento de gramática. Lendo feito uma louca desde que aprendi aos 5 anos de idade, desenvolvi uma facilidade tremenda em saber a grafia correta das coisas. Mas aí um filho da puta, que provavelmente era mau (sentiu o uso correto do u em maU? desculpaê!) aluno na infância,  quis sacanear todo mundo que sabia mais que ele na classe de alfabetização e criou essa porra dessa reforma. Uma das minhas maiores tristezas é o fim do acento diferencial. Nunca mais escreverei pára ou têm... e isso me entristece de um jeito que vocês nem imaginam.

3. Eu já usei mullets. Eu tinha 10 anos. Minha mãe era responsável pela cagada que a cabelereira fazia na minha cabeça. Mas nada justifica. Eu sei e por isso nem me alongarei muito nesse assunto.

4. Eu comecei a fumar aos 17 anos, quando entrei na faculdade. Claro que desde que "fumava" aqueles cigarrinhos da pan de chocolate eu já morria de vontade de experimentar. Mas foi na faculdade que eu tive a oportunidade. Como toda adolescente, comecei fumando cigarro de cravo, até que fumei um maço inteiro daquela merda em uma noite. Peguei um nojo que nem conto a vocês. E hoje me atenho ao marlboro light. Porque sabem como é... a coca é zero, o leite é desnatado e o cigarro é light.

5. Como boa nerd, entrei na faculdade aos 17 anos e me formei com 22. Eu me sentia tão adulta na minha formatura e hoje vejo que eu tinha SÓ 22 anos e já tinha CRM. Assustador, não?

6. Eu tenho uma irmã mais nova. E ela é o meu oposto. É engenheira agrônoma, mora no interior, quer ter 10 filhos, vegetariana, natureba e umbandista.

7. Não tenho religião. Desde que entrei na faculdade, acreditar em Deus tornou-se cada vez mais difícil. Já fui ao budismo, tive aula de catecismo, tive aula da bíblia com testemunhas de Jeová, fui no centro espírita, em igreja católica carismática e na igreja metodista. Mas nenhuma dessas conseguiu me convencer. Não desacredito, sou aberta, vou e tal... mas não consigo ter fé.

8. Meu sonho sempre foi ser escritora. Quando era criança e alguém me perguntava como eu me imaginava uma pessoa de sucesso, só conseguia me imaginar num estande autografando livros. Mas apesar de ter começado a escrever vários deles, nunca consegui terminar nenhum.

9. Sou durona pra uma porrada de coisas. Já vi gente sem dedo, sem orelha, inteiramente queimado, vi criança morrer. Aguento dor. Já fiz tatuagem, piercing, tomei ponto. MAS NÃO ME MANDE SENTAR NUMA CADEIRA DE DENTISTA. Só de ouvir aquele barulhinho de motor e sentir aquele cheiro, meu estômago se revolta e eu tenho crises de pânico. Você é dentista? Então sai de perto de mim, PELAMORDEDEUS!

Assim como a Amber, de quem peguei o meme, convido os interessados a responder em seus blogs ou aqui na caixa de comentário, quem não tiver blog. Eu não excluo ninguém. Eu sou da galera!
Beijomecomenta!

23 agosto 2010

Vivendo perigosamente - por B.

Tomo coca zero com mentos enquanto fumo marlboro.

22 agosto 2010

Transitoriedade

Difícil é partir.
Mas muitas vezes é impossível ficar.

20 agosto 2010

Randomicamente eu mesma

Quando era criança assistia novela com uma verdade que só quem tem menos de 10 anos sabe como é. Tinha plena certeza que mulher viraria onça se assim Deus e Benedito Ruy Barbosa quisessem e dançava lambada como se não houvesse amanhã. Gosto de ler. Comecei lendo "Lúcia já vou indo", depois "a droga da obediência" e quando vi, queria mais. Poesia, terror, clássicos, biografias, contos... Muitos livros depois, cansei de seriedade e passei a preferir os livros que me divertiam. Costumava fechar os olhos e imaginar um cenário perfeito para a minha vida. Não posso dizer que isso tenha mudado. Mas outras coisas mudaram. Duas tatuagens e meia. Meia porque a última foi um complemento para a segunda que ficou mal feita. E não acreditem quando dizem que não dói. Dói muito. Principalmente no pé. Mas vale a pena. Tinha medo de arrancar os dentes de leite, mas quando eles caíram vi que não era nada demais. Depois passei a ter medo de perder a virgindade. Aí vi que... porra! Era bom a beça! Hoje, tenho medo de morrer. Se for levar em consideração meus medos anteriores, talvez eu devesse parar de temer as coisas.

18 agosto 2010

Verborragia

Eu nunca fui muito boa em escrever o que eu sinto. Parece sempre mais fácil ser engraçada do que revelar meu íntimo. Medo? Talvez. Mas não medo do que as outras pessoas vão pensar, medo de mim mesma. Adoro aquelas pessoas vibrantes e cheias de alegria que contagiam todo o lugar que passam e fico simplesmente aterrorizada de ser aquele outro tipo de pessoa. Sabe qual? Aquele oposto... aquela pessoa baixo astral que vive reclamando de tudo, viciada em ver problemas mesmo onde eles não existem. Eu não suporto esse tipo de gente. Então toda vez que cogito a idéia de escrever alguma coisa sobre meu íntimo, temo expor uma parte desagradável de mim. É aquela velha coisa de sempre querer que os outros vejam nosso melhor lado. Esconder os defeitos, esquecer no fundo do baú os problemas, tornar-se mais "gostável", na medida do possível. Ridículo? Um pouco, confesso. Mas absolutamente humano, sei bem. Todos temos dúvidas. Estar vivo é se questionar. Vida de comercial de margarina só funciona na TV. E como não vivo exatamente no mundo de doriana, eu tenho dúvidas, problemas e medos. Não entendo muitas coisas. Muitas vezes não entendo a mim mesma.

15 agosto 2010

Tattoo não é cabala_ou_Isso? Ah... não significa nada para mim

Quando vamos fazer uma tatuagem, a primeira coisa que a gente pensa é que tem que ser uma coisa com significado. Porque achamos que assim corre-se menos risco de se arrepender. E aí é um tal de quebrar a cabeça com símbolos e frases e coisas muitas vezes esdrúxulas.
Depois da terceira tatuagem, concluí que tatuagem não precisa ter nenhum significado. Só precisa ser bonita e combinar com a parte do corpo a ser adornada e com seu estilo.

Isso simplifica muitas coisas. Uma delas é a explicação para pessoas curiosas:
_O que significa isso?
_Nada.

beijometatua.