25 janeiro 2011

Melhor não

Passamos por um acidente na estrada e namorado virou-se para mim:
_Você quer parar para ajudar?
_Levando em consideração que minhas especializações são medicina do trabalho e medicina nuclear. as únicas coisas que poderia fazer por ela seriam um admissional ou uma cintilografia, então é melhor não.

5 comentários:

speechbubble disse...

acho engraçado que sempre acham que a gente vai saber exatamente o que fazer porque faz/fez medicina. no meu caso, é ainda pior porque eu vou saber, se muito, o que não fazer!
(e a quantidade de perguntas sobre anatomia que me fazem? dá um branco e eu fico com cara de retardada encarando a pessoa, hahahaha)

Leo disse...

Desculpa, mas acho que cabe um comentário. Quando a gente sofre um acidente, só de ver que tem alguém ali dando apoio, ajudando a chamar o resgate, já nos sentimos bem melhor. Só de alguém olhar e dizer: "olha, parece que sua perna não quebrou, não, mas vamos esperar a ajuda", ou "sua filha está com pulso, vamos ficar tranquilos até a ajuda chegar", já nos faz sair do abismo. Só de sermos conduzidos a um lugar mais arejado e sermos cobertos com um agasalho, já nos refazemos um pouco da possível tragédia.
Sei lá. Você podia ter parado para ajudar e nem precisava ter se identificado como médica. Teria feito a diferença na vida de alguém, que em um outro momento poderia passar isso adiante, até chegar de novo em você ou em alguém que você gosta. Pode ser chato e piegas, mas, já tendo estado dos dois lados, não resisti. Desculpa de novo.
Abraço!
Leandro (leitor anônimo (não mais...)).

Jacky Alves disse...

olha
eu acho que depende muito do caso, sei lá, de repente já tava cheio de gente em volta, o que é um horror, num valia a pena ela ir lá. e sabe o que mais? as pessoas que tem mania de achar que médico é Deus. Se ela não ia poder fazer nada, nao faz sentido ir lá só ocupar espaço. E eu tbem já estive dos dois lados.
Mas de qq forma, como eu disse antes, tudo é o contexto.


P. S.: B. Estava com saudades. adoro seu blog.

bju bju

Janaína disse...

Parar nunca é bom, independente da especialização. É melhor chamar o resgate, por experiência própria - credo!

Natasha disse...

Concordo com o Leandro. Por mais que não fosse a tua especialidade, existem informações básicas que o médico tem, mas as outras pessoas podem não ter. Talvez pudesse auxiliar.

Eu sou advogada criminalista, mas não deixo de pelo menos tentar ajudar, orientar quando alguém me vem fazer alguma pergunta sobre Direito do Trabalho, Direito Civil... outro ramo, enfim. Uma ideia, ainda que vaga, do que se deve fazer a gente sempre tem e isso pode fazer a diferença. ;)